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Chile: 11 mortos e quase 250 feridos

Onze pessoas morreram e quase 250 ficaram feridas em três dias de protestos no Chile. Mil e quinhentos manifestantes acabaram presos.

Foi uma segunda-feira (21) de mais protestos. Os chilenos ocuparam a principal praça de Santiago. Blindados nas ruas, escolas fechadas, o comércio também não abriu. Nas ruas, o serviço de limpeza recolhia vidros e destroços das lojas saqueadas. Os moradores enfrentaram longas filas em mercados e postos de gasolina.

Mesmo morando fora da capital, a economista brasileira Suzane Zuñiga disse que a situação é instável: “Desde o final de semana não saímos, não tem nenhum supermercado próximo aberto aqui. Não tem comida, não tem água, nada. Se você não tem estoque na sua casa hoje, não tem onde comprar”.

O governo reabriu as linhas do metrô, mas nem todas estão funcionando. As pessoas estão assustadas. “As estações seguem fechadas; algumas abertas, mas na verdade aqui está tudo vazio. Todo mundo com muito medo de sair de casa. Escolas fechadas, tudo fechado, um clima muito ruim no ar”, conta a relações públicas Fernanda Settani.

No aeroporto de Santiago, voos cancelados e falta de apoio e de informações para quem precisa de uma conexão. “Dormimos no aeroporto sem qualquer apoio. Todas as lojas estavam fechadas, não tinha alimentação, não tinha água. Voltamos hoje para tentar alguma passagem, já sabemos que muitas estão canceladas. Estamos tentando a sorte de tentar remarcar aqui para hoje algum voo que saia de Santiago, que nos tire daqui. Faça conexão em algum lugar do mundo, mas que saia dessa confusão”, diz o turista Ciro Jales.

Os protestos começaram com o aumento do preço da passagem de metrô, mas se intensificaram mesmo depois que o presidente Sebastian Piñera suspendeu a nova tarifa. A população quer reformas para baixar o custo de vida. Existe um descontentamento com a desigualdade econômica no Chile, e também com os custos da saúde e da educação.

Forças de segurança usaram canhões de água e gás de pimenta para dispersar os manifestantes.

O presidente chileno disse que o país está em guerra com um inimigo poderoso e implacável que não respeita nada nem ninguém. Um inimigo que, segundo Piñera, está disposto a usar a violência e o crime sem limites.

O Chile ainda está sob estado de emergência. Forças militares estão patrulhando regiões de conflito. O toque de recolher foi estendido na capital e em outras cidades do país. O Ministério das Relações Exteriores informou que não há registro de brasileiros feridos, detidos ou envolvidos nos protestos.

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