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Drama: Venezuelanos compram carne estragada

Com a falta de energia, venezuelanos acabam comprando carne estragada

O agravamento da crise na Venezuela produziu uma situação dramática. Na cidade de Maracaibo, a população está comprando comida que se estragou durante apagões de energia.

A carne está estragada, e fazendo muita gente passar mal. Mas faz tanto tempo que não aparece nos mercados da segunda maior cidade da Venezuela, que é melhor aproveitar. Além disso, está na promoção. Para empurrar o produto, o açougueiro afirma: “Basta lavar com limão e vinagre que dá para comer”.

Como falta energia em Maracaibo de cinco a seis horas todos os dias, não dá para manter a comida refrigerada. Mireya conta que ficou sem luz por 18 horas na semana passada.

A crise na Venezuela se agravou nos últimos meses. Esta semana, o governo de Nicolás Maduro anunciou um novo plano econômico.

As medidas incluem a criação do bolívar soberano com cinco zeros a menos que a moeda anterior, a elevação de 3.500% do salário mínimo e um corte nos subsídios ao petróleo, que vai resultar num aumento de preços dos combustíveis.

Fugindo da crise, 2,3 milhões de venezuelanos já deixaram o país; 90% se refugiaram nos países vizinhos. Segundo as Nações Unidas, até abril o Brasil recebeu 50 mil, cerca de 2% dos refugiados da Venezuela.

A Colômbia é o país que recebeu mais venezuelanos, com quase 900 mil. Em seguida vem o Peru, com mais de 350 mil. Chile e Argentina abrigaram perto de cem mil refugiados.

Nesta quinta-feira (23), a ONU pediu que os países facilitem a entrada dos refugiados e demonstrou preocupação com a exigência do Peru e do Equador para que eles apresentem passaporte para entrar nesses países.

O porta-voz do Alto Comissariado para Refugiados disse que o fluxo de venezuelanos deixando o país se intensificou neste mês de agosto.

“A maioria se desloca a pé, numa jornada que leva dias, às vezes semanas, em condições muito precárias”, disse William Spindler.

 E o governo brasileiro atualizou esses números divulgados pela ONU.
Até agora, mais de 60 mil venezuelanos entraram no Brasil e pediram refúgio.
G1
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