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PF e FBI prendem criminosos da “dark web”

O esquema do israelense Tal Prihar, morador do Lago Sul, acumulou 15 milhões de dólares em bitcoins devido a 40 mil transações ilegais realizadas por meio de seu site na dark web – camada da internet que não pode ser acessada por meio de mecanismos de busca comuns, como o Google. Ele foi preso na última segunda-feira (6), em Paris, França, na operação conjunta da Polícia Federal e do FBI (o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos) para combater crimes praticados nas redes.

Os Estados Unidos irão confiscar quatro carteiras virtuais e três contas bancárias que estavam em nome de Prihar e de seu sócio, Michael Phan, também preso na ação policial. A Procuradoria-Geral do estado da Pensilvânia deu mais detalhes, nesta quarta-feira (8), de como funcionava o esquema de crimes praticados pela dupla. O endereço que eles comandavam era a porta de entrada para sites de venda de drogas, entre outros negócios ilegais, ao redor do mundo.

“Essa é a ação mais significativa da história contra a dark web”, disse o procurador-geral do estado americano, Scott W. Brady. “A Procuradoria-Geral dos EUA usou todo o seu conhecimento cibernético para atacar a venda de opioides. Esse caso significa o primeiro ataque à grande estrutura que apoia e promove a venda de drogas.”

Segundo as investigações, os israelenses Tal Prihar e Michael Phan controlavam o site DeepDotWeb, responsável não apenas por indicar sites em que é possível comprar drogas, como heroína, cocaína, MDMA e LSD, mas também por ensinar novos usuários a adquirir entorpecentes e outros produtos contrabandeados ou relacionados a fraudes.

O domínio foi criado em novembro de 2014 e ganhava uma porcentagem de todas as compras que mediava. Os pagamentos eram feitos via bitcoin. Tudo era guardado numa carteira virtual e posteriormente transferido para a conta de empresas de fachada controladas pelos dois, para fazer a lavagem do dinheiro. O lucro era divido igualmente entre os compatriotas.

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