Cotidiano

Polícia encontra digitais de assessora de Marielle no carro de assassinos

O PM Ronnie Lessa e o ex-PM Elcio de Queiroz, suspeitos de terem matado a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, foram presos na manhã da terça-feira (12), na primeira fase da Operação Lume. O delegado Giniton Lages contou à imprensa detalhes da investigação para chegar até os dois homens.

Um dos detalhes que mais chamou a atenção foi o fato de a polícia encontrar marcas das digitais da assessora de Marielle na maçaneta do veículo usado pelos suspeitos de matarem a vereadora e o motorista. Giniton explicou o caso.

“Ela chega a tocar na maçaneta da porta, percebe que o carro está ligado. Mas rapidamente ela vê o carro que é o carro dela. Ela vê a placa e desiste de puxar a maçaneta (do carro dos assassinos)”, explicou.

“Talvez nós tivéssemos um outro desenho (do crime). São coisas, detalhes da investigação que a gente acaba coletando”, prosseguiu o delegado. Se a assessora tivesse conseguido abrir o veículo a situação poderia ter sido diferente.

 O delegado afirmou ainda que os suspeitos não erraram e, mesmo que todas as câmeras do trajeto por onde passaram estivessem funcionando, não seria fácil desvendar o crime. A investigação foi robusta e complexa.

Para chegar aos executores de Marielle e Anderson, a polícia analisou dados de 33.329 linhas telefônicas e interceptou 318 dessas linhas. Quarenta e sete políciais trabalharam nas investigações e 230 testemunhas foram ouvidas.

O delegado não quis revelar as técnicas usadas na complexa investigação, mas garante que conseguiu provar que Ronnie estava no veículo. Segundo Giniton, os homens ficaram dentro do carro por mais de duas horas, aguardando a saída de Marielle.

A Operação Lume já tem uma segunda fase em curso. Além das prisões, há 34 mandados de busca e apreensão em andamento.

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