Cotidiano

Atleta bielorrussa recebe asilo da Polônia após se recusar a abandonar Jogos de Tóquio

Krystsina Tsimanouskay, velocista de Belarus que afirmou ter sido forçada por sua federação a retornar ao país, recebeu um visto humanitário após pedir asilo na Embaixada da Polônia em Tóquio. A informação foi confirmada pelo ministro-chefe das Relações Exteriores da Polônia. Tsimanouskay disse que havia sido obrigada a participar do revezamento 4x400m quando, a princípio, deveria correr as provas dos 100m e dos 200m.

— Krystina Tsimanouskaya, uma atleta bielorussa, já está em contato direto com diplomatas poloneses em Tóquio. Ela recebeu um visto humanitário. A Polônia fará o que for necessário para ajudar ela a continuar sua carreira esportiva — afirmou Marcin Przydacz, ministro do governo polonês.

O marido da atleta, Arseny Zdanevich, fugiu de Belarus nesta segunda e rumou para Kiev, capital da Ucrânia, segundo informações de agências internacionais.

O comitê olímpico bielorrusso é dirigido por Viktor Lukashenko, filho de Aleksandr Lukashenko, presidente do país desde 1994. Por falta de reconhecimento internacional da eleição, os dois Lukashenko foram proibidos de viajar aos Jogos de Tóquio.

Neste domingo, o Comitê Olímpico Internacional (COI) informou que Tsimanouskay está “em segurança” no Japão. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 2, um dia após Krystsina denunciar que foi forçada a abandonar os Jogos Olímpicos e retornar ao seu país por criticar sua federação nacional.

“O COI e a Tóquio-2020 falaram diretamente com a atleta Krystsina Tsimanouskaya ontem (domingo)”, disse o Diretor de Comunicações do COI, Mark Adams.

A atleta havia criticado a Federação Bielorrussa de Atletismo no Instagram, afirmando que foi obrigada a participar do revezamento de 4×400 metros, quando, a princípio, deveria correr nas provas de 100 e 200 metros. Isso teria ocorrido, segundo a corredora, porque alguns integrantes da equipe bielorrussa não estavam aptos a competir por não terem feito uma quantidade suficiente de exames antidoping.

“Por que nós devemos pagar os erros de vocês? É arbitrário!”, publicou a atleta. “Nunca teria reagido desta forma tão severa se tivessem me explicado a situação completa com antecedência e perguntassem se eu poderia correr os 400 metros. Mas decidiram fazer tudo pelas minhas costas.”

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