Cotidiano

Onda de suicídios de policiais

Não é a primeira vez que as forças de segurança da França enfrentam onda de suicídio entre seus membros, segundo o site Nexo. Nos últimos 25 anos, 1.135 policiais tiraram a própria vida no país. Metade deles, com a arma usada em serviço.

O Ministério do Interior da França anunciou no domingo (12) que estuda medidas emergenciais para impedir que seus agentes de segurança pública – policiais e guardas – tirem a própria vida.

Num intervalo de apenas cinco dias, entre 7 e 12 de novembro, foram registrados seis suicídios de policiais no país.

O mais recente deles, de Antoine Boutonnet, 50 anos, que, por oito anos, chefiou o setor responsável pelo policiamento de torcidas de futebol na França.

No Brasil, ‘estresse, tabu e hierarquia’ O estudo “Por que Policiais se Matam”, conduzido pela Gepesp, sobre suicídios de policiais brasileiros, mostrou que dos 224 policiais militares entrevistados pelos pesquisadores 10% tentaram suicídio, e 22% pensaram em fazê-lo, no Estado fluminese.

Entre as razões apontadas também aparecia, como no caso francês, o tabu em torno de assuntos emocionais e psicológico no interior da polícia. Além disso, eles também se referiam às escalas de plantão, com longos períodos estendidos – às vezes, por até 24 horas –, agravados pelo fato de muito policiais viverem longe de seus locais de trabalho.

Os policiais brasileiros mencionavam ainda as precárias condições de trabalho e a hierarquia militar rígida, além da disponibilidade de armas de fogo em momentos de depressão.

Nexo

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