Cotidiano

Polícia Federal encaminha relatório da ‘Operação All In’ para o MPF

A Polícia Federal (PF) em Mato Grosso do Sul enviou nesta segunda-feira (24) o relatório do inquérito policial relativo à ‘Operação All In’ para o Ministério Público Federal decidir sobre o oferecimento de denúncia em eventual ação penal. A operação desarticulou uma quadrilha de tráfico de drogas que agia em cinco estados e usava nomes de laranjas para fazer transferências bancárias, registrar e transferir imóveis, veículos e até aeronaves.

De acordo com a Assessoria de Comunicação da PF, grande parte do material apreendido durante as buscas e apreensões cumpridas já foi periciado e analisado pelos policiais federais e o restante ainda pendente será encaminhado posteriormente ao Poder Judiciário.

O principal acusado permanece recluso no presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. Ele foi preso em Campo Grande, no dia 28 de março, quando foi deflagrada a operação. Parte do dinheiro apreendido estava em um fundo falso na casa dele.

 Na operação All In, 25 pessoas são indiciadas e veículos e bens são apreendidos em MS
Ele já tinha sido preso três vezes, nas décadas de 80 e 90, duas prisões foram por tráfico de drogas. Uma das prisões foi em 2000, quando o homem foi apontado como o principal mentor do sequestro de um Boeing da Vasp, com 61 pessoas. Na época foram roubados R$ 5 milhões.
De acordo com a polícia, o líder da quadrilha não tinha bens em seu nome, não trabalhava, mas levava uma vida de ostentação, de alto padrão. Além das três prisões, ele possui condenações por tráfico de drogas em vários estados.

Apostando tudo

A operação da PF contra traficantes de drogas que agiam em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais foi deflagrada no dia 28 de março. Foram apreendidos cerca de R$ 7,5 milhões em bens, incluindo seis aeronaves e um aeródromo, além de dinheiro.

Segundo informações da PF, o bando entrava com entorpecentes no Brasil com aeronaves e, a partir de Corumbá, a 415 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com a Bolívia, distribuía para a região sudeste do país por via terrestre.

Além da apreensão de seis aeronaves e do aeródromo localizado na área rural de Corumbá, foram bloqueados também dinheiro de 68 contas correntes, sequestrados mais cinco imóveis e apreendidos 35 veículos adquiridos por meio de práticas criminosas. Parte do dinheiro apreendido estava em um fundo falso na residência do alvo principal.

A operação foi batizada de “All In”, que é uma jogada típica do Poker em que o jogador aposta todas as suas fichas em uma mão de cartas, em alusão à forma impetuosa com que a quadrilha age, arriscando-se no transporte de grandes carregamentos de entorpecentes.

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